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A Pensar Alto...

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Dom | 22.11.20

"Mais se adora o sol que brilha, que o sol que ainda não nasceu"

Vânia Pimenta

Depois de mais um assalto à estante do meu avô, li "As Minas de Salomão", livro traduzido e de certa forma adaptado por Eça de Queiroz, e deparei-me com esta frase que me deixou a pensar: Mais se adora o sol que brilha, que o sol que ainda não nasceu.

Fez-me perceber que ao longo dos séculos, o tempo muda, as gentes mudam, os hábitos mudam, os costumes mudam, a forma de vida muda, mas a essência de cada um e parte de um todo não, ao que parece não muda.

De forma muito resumida, esta frase aparece numa altura da história em que um grupo de explorados tem de decidir se arriscam as suas vidas para ajudar um amigo de jornada a conquistar o que lhe pertence e salvar um povoado, ou se, pelo contrário, não se arriscam e o rei Tuala, violento, cruel e déspota, fica no controlo.

E realmente, quantos de nós não nos deparamos com esta situação nas nossas vidas? Não de guerra, felizmente! Mas quantas vezes estamos parados, bloqueados nalguma parte da nossa vida simplesmente porque é mais fácil adorar um sol que já brilha, ainda que esse brilho não seja da intensidade que gostariamos, do que adorar um novo, correndo o risco de ficar na escuridão ou de reluzir mil vezes mais?

Fiquei a pensar, e com vontade de mudar alguns parâmetros. E, porque acho que em algum aspeto das nossas vidas todos teremos o nosso sol que conhecemos e queremos porque é mais fácil do que buscar um novo, aqui deixo esta reflexão.
Bom domingo!

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