Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Pensar Alto...

Sab | 25.04.20

Um dispensador de água e um cravo

Vânia Pimenta

cravo.jpg

Cá em casa temos um novo dispensador de água automático. Branco, moderno, xpto, coloca-se no garrafão da água, é só carregar no botão e, como se diz na minha terra, ora aí está o que é: um copo cheio de água sem ser preciso ter o trabalho de pegar no garrafão da água durante vários dias, isto é, aqueles que cinco litros permitem. E isto por uns meros cinco/seis euros! Não é uma pechincha? Muito útil, poupamos imenso trabalho e as costas por não pegarmos naquele peso.

De olhar para o raio do dispensador de água, percebi que deve ser feito de gente. Sim de gente. Reparei que na sua génese podia estar um ser humano do século XXI, perfeitamente, mesmo à medida.

Que não se ligue muito ao devaneio das 00h35 de quem está em teletrabalho e em quarentena e ainda não tem sono o suficiente para dormir.

Mas a verdade é que hoje em dia procuramos algumas vezes o que é fácil, o que não demora muito, o que não chateia muito, o que não dá muito trabalho, o que é mais rápido com o menor esforço. E, embora isto não seja compreensível à medida de todos, até porque a esta hora já só se espera o sono, olho para nós e já ninguém quer saber de saber mais, de conhecer mais, limitamo-nos, e eu incluída, a ver o mundo girar, as políticas acontecerem e ainda que não concordemos, não falamos muito disso além daquela conversa informal de café sempre com a frase “eles isto”, “eles aquilo” e o “eu” e o “nós” nada. Como é óbvio, no turbilhão e roda-viva que se tornou o século XXI em que o tempo escasseia, não é fácil e nem todos temos de ter uma veia de intervenção. No entanto, nós fazemos parte de um todo e temos algo a dizer.

Se hoje aqui estou a escrever, à Liberdade o devo e devo muito! A Liberdade é um presente e nunca somos totalmente livres, nem mesmo de nós próprios, mas olhemos para ela como essa dádiva que é. E só o é porque alguém lutou por ela.

Lembremos, olhemos, e agradeçamos a Liberdade que temos porque tão fácil como a temos – e geração de 80 e 90 que nem sabemos o que é não a ter – tão fácil a perdemos. Porque fosse hoje necessário lutar por Liberdade, acho que a maioria escolheria o dispensador de água, não ter trabalho, não correr o risco, mesmo que isso implicasse não viver. Se a minha geração fosse a de Abril, os cravos seriam em 3D, dentro de um programa de computador ou estariam numa foto fancy do Instagram com montes de hashtags, com tudo, menos com significado.

Num mundo virtual em que vivemos, intervir pode ser simplesmente e só um comentário, uma onda de solidariedade, um alerta, qualquer coisa.

Hoje somos porque nos permitem ser, então não dispensemos essa sorte!

Qui | 23.04.20

Ei, onde estão os pais?

Vânia Pimenta

Ei, onde estão os pais?

"Ei, onde estão os pais?" é o nome do meu primeiro livro, mas é muito mais do que isso. É o começo de um projeto e o concretizar de um sonho. Um projeto literário que é o culminar de anos a escrever com muito para dizer. É o culminar de um sonho e como todos os sonhos é o início de tantos outros.

Os adultos acham sempre que as crianças não podem lidar com coisas sérias porque são crianças. Por isso, tentam sempre proteger-nos. Eles acham que não temos um bocadinho de adulto dentro de nós para sermos fortes e destemidos. Mas sabes...eu cá não concordo muito com isso. 
Para mim, os adultos têm essa opinião porque se esquecem que em cada um deles há um bocadinho de criança. Então, por se esquecerem que são crianças grandes, também não se lembram que somos adultos pequeninos.

in Ei, Onde Estão os Pais

Uma história escrita para o mais pequeno ler e para o maior se envolver e, sem dúvida, para todos podermos encontrar-nos naquilo que somos: humanos e pessoas em constante crescimento e evolução.

Este livro é a prova de que é possível tornar desejos em realidade. Isto dito por quem sempre achou que para ver algo publicado era preciso "ser autor" sem perceber que até dizermos quem e o que somos os outros não nos ouvem. Uma dose extra de motivação dada pelo namorado foi o suficiente e espero que este livro para todos os que me estão a ler também o seja.

Hoje é o Dia Mundial do Livro e aqui está o meu.

Espero que gostem!
P.S. Para quem ficou curioso e interessado têm acesso ao meu livro clicando na imagem acima ou aqui.

 

 

 

Ter | 21.04.20

Um Conto de Natal em Vila Nova de Gaia

Vânia Pimenta

natalchiado.png

Neste último Natal participei no concurso de contos para autores da Chiado Books. Assim que recebi o convite decidi abraçar este desafio porque adoro o Natal, sim "it's the most wonderfull time of the year" para mim.
O desafio era criar um conto de Natal em poucas palavras. Escrevi sobre a história de um doce indispensável nas mesas de natalícias nortenhas, e como Natal é família, é lar, é casa...esta curiosa história passa-se em Vila Nova de Gaia.

Publiquei o meu conto no volume III do livro  "Natal em Palavras" . Curiosos?